Eu livre.

Eu me apaixonei duas vezes hoje, tão opostos os objetos do meu amor, um tinha educação tão ausente no momento em que vivemos e o outro era tão a minha cara que eu não pude deixar de dar o meu maior sorriso para ele. Os dois me olharam estranho, os dois ficaram curiosos, os dois foram embora.

Fico me perguntando como vai ser amanhã? Eu me apaixono por estranhos todos os dias… Eu crio vidas, romances perfeitos e depois os deixo ir…

Porque eu não sei prender, não acho certo. E tenho medo de um dia achar. Gente que quer me prender, me afasta, e quem tem medo de prisão me atrai mesmo que, com pequenas migalhas, é contraditório mais amar é isso. E o amor não é essa prisão em que todos acreditam… Fazem-me acreditar em um único amor, em um destino traçado, como se eu não pudesse escolher o meu próprio futuro, como se eu fosse ter apenas um amor, uma vida. Ou uma saída. Eles só não contavam com o meu coração/cérebro sambado que quer tudo e nada ao mesmo tempo, que quer a fúria da paixão a cada novo olhar e que quer apenas isso. Eles não contavam com a minha liberdade, a minha escolha… E eu escolho a liberdade, eu não quero estar nessa prisão.

O sonho

Seu terno era cinza e sua cara estava ranzinza, preocupado como sempre.

Eu estava em um espirito muito leve, tudo tinha um brilho mágico ao meu redor, então chegamos aonde você disse que me lavaria. Pensei seriamente que tomaríamos café fora, já que era sábado e dormimos até tarde. Mas você pediu café, enquanto fazia bolo de liquidificador, as receitas fáceis que são a sua cara. Nós tomamos café e você disse que me levaria a um lugar. Vestiu seu terno já que iria para uma reunião depois dali, e eu meu vestido claro, nós formos no seu carro. Bem, eu não conhecia esse lugar era apenas uma casa normal, você me levou pra conhecer sua primeira babá. Uma senhora sorridente me contou algumas histórias de como você sempre foi uma criança quieta e autoritária. E eu fiquei imaginando um menino ruivo com cara de zangado o tempo todo, e beijei sua bochecha, enquanto você bebia uma xícara de chá, que eu sei que você detesta, por puro amor a velha senhora a nossa frente. Mas isso não foi o grande motivo, o grande motivo foi você me levar aquele lugar para conhecer os cachorros que a velha senhora possuía, haviam dois cães diferentes, um muito grande que eu não sei a raça, já que acho ridículo isso, e outro fofinho e gordinho de cara amassada e com alguns filhotinhos que com certeza não eram seus. Os dois cães eram diferentes, e de alguma maneira lembrava nós dois. O grande era um brincalhão muito fácil de querer jogar um osso pra ele buscar, o pequeno tinha um ar autoritário como se não gostasse da minha cara. Quando eu peguei um dos filhotinhos para brincar vi seu reflexo na janela de vidro, e seu sorriso era a coisa mais linda que alguém podia me dar. Quando você percebeu que eu te vi, saiu da janela, e eu fiquei ali com aquela senhora ao meu lado, e cinco cachorros na minha frente. Você não tocou no  assunto depois, e eu também não. Mas eu ganhei o final de semana, apenas vendo como você pensa em mim, e que mesmo naquele dia super atarefado pra você, você o começou pensando em mim … E que te faz feliz, me ver feliz.

Miss Atomic Bomb

A senhorita bomba atômica funciona em altas horas da noite, como sempre, só. Procurando, desejando… Não é raro, é fácil encontra-lá. Ela é quente e inquieta, uma bomba no meio de uma multidão que não quer se encantar com a sua luz, ela queima pelo amor negado… Ele brilha, queima e impressiona. Não há nada que não se possa amar, mas nem tudo merece amor. Perdida como algo lindo e suicida. É um novo mundo… Com novas maneiras de amar e ser. Ninguém aceita o desconhecido. Ela pensa, e, deseja se mostrar, mas sua luz assusta até ela mesmo. Tão fácil ser alguém inútil, apenas escolher se acovarda. Mas quando se nasce destinado, não há como fugir. Ela nasceu pra brilhar e queimar  todos ao seu redor. Uma maquina mortífera. Mas, ela sente frio e medo. A solidão voltou a perseguir outra vez. Como negar a vida toda?

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